DESTINO

Serras Guerreiras: expedições e turismo indígena

O que são as Serras Guerreiras
de Tapuruquara

As Serras Guerreiras de Tapuruquara ficam no médio Rio Negro, próximas a Santa Isabel do Rio Negro: Tapuruquara é o antigo nome da cidade. Segundo as narrativas indígenas, as serras são guerreiros transformados em montanhas durante os preparativos para um combate, o que faz delas lugares sagrados para os povos da região.

A base das expedições é São Gabriel da Cachoeira, o município mais indígena do Brasil, com mais de 20 etnias, mercados locais e artesanato tradicional. É um ponto de partida singular: antes mesmo de chegar às serras, o visitante já mergulha em uma realidade onde a cultura indígena e a natureza amazônica se entrelaçam no cotidiano.

Esta não é uma viagem convencional. É uma expedição para quem quer conhecer uma das regiões mais preservadas e culturalmente ricas da Amazônia, recebido por quem vive nela.

Experiências de Turismo indígena na Amazônia

As expedições às Serras Guerreiras combinam aventura e imersão cultural, sempre conduzidas pelos próprios indígenas, que são os anfitriões da viagem.

Natureza
selvagem

Subidas às serras sagradas, trilhas na floresta, banhos de rio, canoagem e acampamento em meio a uma das paisagens mais incomuns da Amazônia, no médio Rio Negro.

Cultura
indígena viva

Participação em rituais como o Dabucuri e danças tradicionais, visitas a roças Baré e Baniwa, oficinas de cerâmica, artesanato em fibra de arumã e construção de canoas e remos, conduzidas pelas comunidades.

Gastronomia ancestral

Refeições preparadas com base na culinária indígena, parte da experiência cotidiana ao longo de toda a expedição.

É uma proposta que une ecoturismo e turismo cultural sob os princípios do turismo de base comunitária, envolvendo cerca de 100 famílias e contribuindo diretamente para a geração de renda e a proteção do território indígena.

Expedições para as Serras Guerreiras

A Poranduba opera dois roteiros para as Serras Guerreiras, ambos em grupo e com datas previamente estabelecidas. A partida acontece em Manaus, e o trajeto até o médio Rio Negro pode ser feito de barco ou avião, dependendo da expedição e das condições da viagem.

Maniaka — 8 dias e 7 noites

Roteiro com ênfase na cultura indígena, com ritmo mais acessível e menor exigência física. Inclui navegação pelo Rio Negro, visita às roças Baré e Baniwa, oficinas de cerâmica, tupé e construção de canoas, banho de rio na Ilha do Pombo, caminhada à Serra do Traíra e a dança tradicional Mawaku. Ideal para quem busca imersão cultural com menos esforço físico. Rio Negro.

Iwitera — 8 dias e 7 noites

Roteiro voltado aos mais aventureiros, com três subidas às serras e maior exigência física. Reúne jornadas às Serras do Jacuraru, Yacawení e do Tapira, acampamento na base da serra, participação no Dabucuri (ritual indígena), visita ao seringal, oficinas de artesanato e a Dança da Maniaka Murasi. Para quem quer unir aventura intensa e profundidade cultural.

Como funciona e o que saber antes de ir

As expedições partem de Manaus, com deslocamento até São Gabriel da Cachoeira e, de lá, até as comunidades do médio Rio Negro. O transporte interno pode combinar barco e avião, conforme o roteiro.

Formato

Viagens em grupo, com datas fixas ao longo do ano e cerca de oito dias de duração.

Hospedagem

Combina hospedagem em São Gabriel da Cachoeira e pernoite em redes durante a expedição, em meio à natureza e às comunidades.

Importante

A passagem aérea Manaus–São Gabriel da Cachoeira (ida e volta) não está inclusa e precisa ser adquirida à parte. A alimentação em São Gabriel no dia de retorno também não está inclusa.

Quem deve considerar:

Por envolver trilhas e subidas às serras, é uma viagem que exige preparo físico — variável conforme o roteiro escolhido.

Por que viajar para as Serras Guerreiras com a Poranduba

As expedições às Serras Guerreiras de Tapuruquara são uma iniciativa das próprias comunidades, por meio da Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinhas do Rio Negro (ACIR), em parceria com a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), o Instituto Socioambiental (ISA) e a Garupa (um projeto de turismo de base comunitária). O roteiro vem sendo construído junto às comunidades desde 2016.

Em 2023, a Poranduba se juntou a esses parceiros para viabilizar a operação turística, fortalecer o turismo sustentável da região e garantir uma experiência verdadeira aos visitantes. Isso significa que viajar com a Poranduba para as Serras Guerreiras é fazer parte de uma rede que gera renda para cerca de 100 famílias e contribui diretamente para a proteção do território indígena.

Pronto para conhecer
as Serras Guerreiras?

Por ser uma expedição com datas fixas e vagas limitadas, o planejamento antecipado faz toda a diferença. Fale com a nossa equipe para conhecer as próximas datas e tirar todas as dúvidas. Se preferir, baixe o roteiro completo com todos os detalhes da viagem.

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Roteiro completo para Serras Guerrreiras

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